Com Água Até o Pescoço Episódio 7


Com Água Até o Pescoço Episódio 4


Doenças mais comuns em peixes de aquário: sintomas e como tratar

Os peixes também adoecem e devem receber cuidados prontamente


Mesmo pessoas que têm aquários há muito tempo e já adquiriram certa experiência no cuidado, tanto com o aquário tanto com os peixes, quando desconfia de alguma doença, deve consultar um médico veterinário para que ele aponte o tratamento correto. Diagnosticar e tratar as doenças pode parecer simples, mas a realidade é que, caso haja algum engano, isso pode piorar os sinais clínicos, ou até mascará-los, impedindo o diagnóstico e tratamento corretos.

Existem doenças bastante comuns e corriqueiras em aquários, como o íctio, que será tratado mais para frente nesse artigo, que podem ser combatidas com a simples atitude de modificar as características da água, como temperatura, sem a necessidade de utilizar nenhum outro método. Infelizmente, nem todos os casos são tão simples, e há alguns problemas em aquários para os quais é necessário o uso de antibióticos e um aquário hospital para administração dos medicamentos, sem o qual o tratamento será ineficaz. Muitas doenças, aliás, a grande maioria delas, se manifestam quando as condições da água do aquário começam a ficar ruins para os peixinhos, tornando o ambiente inaceitável para os seus moradores.

As doenças mais comuns em aquários

Íctio

O que é: doença provocada por um parasita, Ichthyophthirius multifillis, que atinge a pele, as barbatanas e as brânquias dos peixes. É muito comum em peixes ornamentais de água doce.
Sinais: os peixes com sinais de íctio começam a se esfregar nas partes do aquário para se coçar. O segundo sinal é o aparecimento de pontos brancos pelo corpo do peixe, que vão aumentando em número e tamanho; parecem pequenos cogumelos. A doença é bem contagiosa, mortal, mas de fácil tratamento.
Tratamento: parasiticida na dosagem recomendada no rótulo, aplicado no próprio aquário principal.
Verme Âncora

O que é:  o “verme âncora”, também conhecido como Lérnea, é uma doença muito comum na piscicultura de corte, mas que tem uma incidência considerada alarmante também em peixes ornamentais. A Lérnea é um ectoparasita que  não tem predileção pelo seu hospedeiro, ou seja, não faz distinção entre os peixes e pode acometer a grande maioria das espécies. Peixes de couro como os Catfishes, as Carpas Koi e os Kinguios são mais suscetíveis, mas isso não isenta de perigo os demais peixes de aquário.

Sinais: normalmente o verme aparece fixado na nadadeira dorsal do peixe, parecendo atravessar essa nadadeira. O verme pode medir aproximadamente 6 mm de comprimento por 1 mm de diâmetro.
Tratamento: remover o verme. Para isso, pode ser usada uma pinça ou outro instrumento equivalente. O mais fácil é separar um pano limpo e utilizá-lo para imobilizar e segurar o peixe, deixando apenas a área infectada exposta para que, dessa maneira, você possa remover o verme com o auxílio da pinça. Pingar um antisséptico comum no local é uma boa medida para evitar infecções; depois, é só devolver o peixe ao aquário.
Veludo

O que é: A doença do Veludo, também conhecida como Odiniose é causada pelo protozoário Oodinium pilullaris. Esse protozoário também costuma se manifestar quando ocorrem quedas bruscas de temperatura.
Sinais: o peixe começa a se esfregar em objetos no aquário para conseguir se coçar, forma-se em questão de horas uma fina película, de aspecto bem parecido com o de veludo - por isso o nome popular da doença -, que começa a cobrir o corpo do peixe. Essa doença se espalha de forma muito rápida e é extremamente mortal.
Tratamento: aumentar a temperatura da água até 31 °C, lembrando que toda mudança na temperatura da água deve ser gradual, não aumentando mais de 2 °C por dia. Colocar sal grosso na água, medida que só deve ser utilizada desde que o aquário não tenha peixes de fundo (Limpa-vidros, Cascudos e Corydoras) e usar parasiticida.
Fungo

O que é: os fungos que atingem peixes ornamentais em aquários são diversos, são um grupo de organismos chamados heterotróficos, pois utilizam tanto a matéria viva como a matéria morta para seu crescimento e reprodução. Podem ser encontrados em qualquer ambiente – água salgada ou doce, em baixa ou alta temperatura -  e por isso são tão difíceis de serem eliminados, por se adaptarem bem a qualquer ambiente.
Sinais: o peixe parece ter algumas partes do corpo tomadas por uma espécie de algodão branco.
Tratamento: o primeiro passo é substituir 50% da água do aquário, com o intuito de substituir toda ela sendo 20% por dia até que o problema tenha sido resolvido. Usar fungicida e bactericida sempre na dosagem recomendada no rótulo ou por um profissional que acompanhe o seu aquário. Pode usar sal grosso se no aquário não houver peixes de fundo. Aumentar em até 3 °C a temperatura do aquário, sendo 1,5 °C por dia, nunca ultrapassando a temperatura máxima de 31 °C.
Assista ao vídeo que ensina os parâmetros corretos da água e como ciclá-la corretamente:

(Parâmetros - ciclando a água do aquário: YouTube)

Superabundância de Sangue

O que é: também conhecida como anel hiperêmico, ou Chondrococcus. Essa doença que ataca os peixinhos de aquários ornamentais é ocasionada por uma bactéria, antigamente chamada de Chondrococcus columnaris. Quase todas as espécies de peixes tropicais estão sujeitas a essa doença.
Sinais: muito comum em Kinguios. É típico sinal de má qualidade da água. Aparecem riscas vermelhas, de sangue, principalmente na nadadeira da cauda do peixe.
Tratamento: trocar água sifonando o fundo, diariamente, até resolver o problema. Não precisa que seja trocada toda de uma vez, pode-se começar com 50% e então ir sempre substituindo 20%. Diminuir a alimentação. Se possível, substituir pela alimentação por artêmias vivas.
Assista o vídeo abaixo e veja a alimentação com Artêmias Vivas:

                                                 (Alimentando com Artêmias - YouTube)

Degeneração das nadadeiras

O que é: pode ocorrer devido à presença de inúmeros tipos de fungos e bactérias que se alimentam dos peixes.
Sinais: apodrecimento dos tecidos das nadadeiras, que se apresentam como que comidas.
Tratamento: troca de água e limpeza do aquário. Sal grosso, desde que não haja peixes de fundo. Fungicida e bactericida na dosagem recomendada no rótulo. A alimentação deve ser feita com artêmias vivas por alguns dias.
Dactylogyrus

O que é: infestação por pequenos parasitas, de vários tipos e várias famílias, praticamente invisíveis a olho nu, que costuma ocorrer nas membranas das brânquias. Muito difícil de erradicar, justamente pelos parasitas serem de vários tipos.
Sintomas: nas brânquias aparecem filamentos muitos finos, e estas começam a ficar bem vermelhas, com um aspecto de irritação. Podem aparecer fungos na região atacada.
Tratamento: esse é o tipo de caso que requer não apenas o uso de medicamento antibiótico, mas também de um aquário hospital. No aquário principal, deve-se aumentar a oxigenação, e tratar com fungicida, bactericida e parasiticida. Aumentar 2 °C a temperatura da água, até no máximo 31 °C. Se não houver peixes de fundo, é possível usar sal grosso.
Veja esse vídeo com a separação de aquário principal e aquário hospital:

                                                          (Meus aquários - YouTube)

Aeromonas

O que é: uma bactéria gram-negativa, considerada oportunista tanto para os seres humanos quanto para animais, especialmente peixes, já que são amplamente distribuídas pelo ambiente aquático.
Sinais: as nadadeiras dos peixes vão sendo comidas das pontas até o corpo, pode existir uma borda vermelha, de sangue, na região que está sendo atacada; o corpo do peixe aparece com um anel branco, normalmente ao redor do dorso.
Tratamento: a doença é bastante contagiosa e causada por bactérias do gênero Aeromonas. É o tipo de doença que funciona como uma epidemia de gripe para os seres humanos: muitos dos peixinhos são contaminados, mas outros ficam ilesos. Os contaminados em geral acabam morrendo se não forem tratados rapidamente. Dependendo da variedade da bactéria, a simples aplicação de bactericida e fungicida pode conter a doença, mas o garantido mesmo é o emprego de antibiótico.
Aquários requerem atenção e cuidados

É muito importante lembrar que a má qualidade da água está diretamente relacionada a muitas doenças que são típicas em aquários. A troca parcial de água, com água tratada, é sempre recomendada como umas das primeiras coisas a serem feitas na iminência de qualquer doença.

Então, tenha em mente que sempre antes do início de qualquer tratamento, o ideal é trocar em torno de 20% da água do aquário.

No caso da administração de medicamentos, deve-se retirar o carvão ativado do filtro, caso existente, para que este não remova de imediato os elementos da medicação.

Com Água Até o Pescoço Episódio 10

Seriado do Animal Planet que mostra a rotina de uma das maiores lojas de aquarismo do mundo,montando aquarios muito criativos.Obs: Video FILMADO direto da TV,por favor não reparem se aparecer algum ruido "estranho" ao fundo.




Tricogaster

O Tricogáster é um peixe bonito e muito resistente que pode ser encontrado facilmente em muitas variedades de padrões e cores, desde azul claro ou escuro até amarelo, rosa e marrom. Eles são muitas vezes vendidos ou escolhidos como peixes para iniciantes pela sua resistência, mas existem dois importantes pontos contra essa escolha: primeiro, eles crescem até um tamanho razoável (15 cm) e podem superpopular aquários menores. Segundo, os machos tendem a ser bastante territoriais e, com o seu tamanho avantajado, costumam atormentar todos os outros peixes menores, forçando-os a ficarem escondidos em algum canto do aquário. Isto pode ser bastante frustrante para aquaristas iniciantes, especialmente crianças. A solução é mantê-los em aquários bem grandes e bem plantados, ou manter apenas fêmeas. A identificação do sexo é fácil, já que o macho tem a barbatana dorsal (a de cima) comprida e pontuda, enquanto a da fêmea é curta e arredondada (como na foto acima).








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Peixe-palhaço


Descrição
O peixe-palhaço, ou Amphiprion ocellaris, um peixe que normalmente vive de volta de corais de recifes. Eles vivem normalmente juntamente com anémonas, a quem criam uma imunidade às suas picadas. Após 30 minutos, tornam-se inumes ao seu veneno.
Normalmente vive em cardumes, sendo que a maior quantidade de familiares são fêmeas. Tem uma esperança média de vida entre os 6 e os 10 anos.
O padrão dos peixes-palhaços é a característica de maior destaque, um pouco como acontece com a grande maioria dos peixes tropicais com as suas cores bastante atractivas. A fama do peixe-palhaço disparou devido à serie de animação “À procura de Nemo”.
Cor de laranja com riscas brancas é o padrão mais habitual. Mas existem exemplares bem mais escuros que à medida que o tempo passa vão ganhando mais adeptos, apesar de serem relativamente raros.
Aquário
O peixe-palhaço é um peixe tropical cujo habitat é a água salgada. Como qualquer peixe de água salgada, não é um bom peixe para quem é novato na criação de peixes de aquário, já que criar e gerir um aquário com estas características não é exactamente fácil para quem é inexperiente nesta matéria.
Contudo, comparando com a maioria dos peixes de água salgada, é provavelmente das espécies mais fáceis de criar. É um peixe bastante calmo e muito pouco assustadiço, apesar dos pequenos tamanhos que pode assumir.
Em relação ao aquário em si, este deve assumir uma temperatura que ronda os 22 e os 26ºC, um pH que ronda os 8.1 e os 8.4, uma dureza que ronda os 8 e os 12 dKH e um volume de salinidade que ronde os 1,020 e os 1,025.
Dieta
Existe uma ligeira diferença entre a alimentação quando dentro do seu habitat natural e em cativeiro. No seu habitat natural a sua alimentação passa por pequenos crustáceos, larvas de tunicados e algas.
No caso dos peixes-palhaço em cativeiro qualquer tipo de ração adaptada para peixes ornamentais e patés com base de peixe são mais do que suficientes. A alimentação deve ser feita 3 vezes por dia em espaços de 4 horas por cada refeição.
Uma alimentação controlada com os parâmetros que detalhámos permitirá uma desova relativamente regular.
Reprodução
Os peixes-palhaço dispõem de algumas características sexuais hermafroditas, pelo que podem passar facilmente de machos para fêmeas quando necessário. A criação em cativeiro é perfeitamente possível conseguindo as condições necessárias.
Toda a reprodução dos peixes-palhaços se resolve em torno da agressividade. Alguns exemplos é o facto das fêmeas serem quem lideram o grupo, que anteriormente eram de facto machos que inibiam os outros machos de procriarem com as fêmeas existentes. No caso da criação em cativeiro, procura-se impedir esta agressividade, separando as fêmeas dos machos após a fecundação.
Após a desova, os ovos devem permanecer no espaço escolhido durante 5 dias juntamente com os pais. Durante o 7º ou 8º dia, os ovos chocam e assim nascem os filhotes de peixe-palhaço.
Durante os primeiros dias a alimentação das crias deve ser bastante específica e adequada para crias de peixes de água salgada. A loja de animais mais próxima ou mesmo um veterinário saberá na perfeição a dieta perfeita perante a espécie de peixe que se trata e comparando com as condições do aquário de maternidade (caso aplicável), sendo normalmente utilizada ração de desmame.


Galeria de fotos de Peixes Palhaço: